segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sarau - Mostra Fotográfica





Inverso do Reverso






A mostra fotográfica intitulada "Inverso do Reverso" é resultante de uma parceria realizada com diversos artistas da cidade, durante a realização do Sarau da Pastorarte, marcado pela apresentação de diversas expressões artísticas.

São imagens produzidas em película e trabalhadas por meio de técnicas de manipulação digital, caracterizadas por distorções geométricas inspiradas na arte contemporânea e pela força das cores, possibilitando várias leituras pelo observador.

A partir desse conceito imagético buscou-se demonstrar a possibilidade de reconstrução e releitura da imagem fotográfica despetando sua visão mais abrangente pois, antes de tudo, a fotografia é arte, e como tal, possui linguagem própria, podendo ser manipulada de acordo com a intenção de cada fotógrafo, definindo ou redefinindo a sua ação e expressão, na interpretação do imaginário.

(Fotos e curta são destaques em sarau. Jornal da Cidade, Bauru, 30/6/2004.)


Exposição Fotográfica


A "traje-his-tória" do bóia-fria no corte da cana


O trabalhador volante, também característico da área rural, é conhecido popularmente como "bóia-fria". É um cidadão de valor incalculável, pois do fruto de seu trabalho resulta o alimento para o alvorecer da sociedade.

Esse Homem que passa, muitas vezes, o cotidiano interminável de sua vida à mercê do sol nascente e poente revela-se um caboclo rude, porém, de alma nobre, cujo amor pela terra brota em conjunto às sementes que planta, a aflorar na superfície do solo fértil.

Há quem diga: "é um caipira... do mato...", mas é através dessa massa trabalhadora, com seus dons hereditários ou não, de simples camponeses, que se constroem muitos dos alicerces das grandes nações.

E, é neste contexto sócio, político, econômico e cultural que emerge a mostra fotográfica "A traje-his-tória do bóia-fria no corte da cana", resultante de um documentário realizado nas regiões de Piratininga, Cabrália Paulista, Paulistânia e Espírito Santo do Turvo, durante o ano de 1998.

São imagens produzidas em preto e branco, cujo foco se deteve principalmente no olhar e sentimentos desses trabalhadores, olhares que por vezes demonstram seus instintos de desbravadores, de pioneiros, refletidos na audácia de uma enxada ou de um facão, e que são transparentes ao brilho do sol, capturados pela lente.

São trabalhadores que enfrentam no dia-a-dia, sob a intempérie, os obstáculos da difícil arte de sobrevivência no mundo contemporâneo, marcada pela acirrada disputa capitalista entre os diferentes povos, nos seus mais diversos contextos sociais, marcando a identidade real dos fatos, dos acontecimentos... traduzida nas expressões de seus gestos e faces.

(Sandra Rubin. Bóia-fria é foco de projeto fotográfico. Diário de Bauru, Bauru, 1/3/1998.

Fotógrafa clica "Traje-His-Tória" dos canaviais. Jornal da Cidade, Bauru, 3/3/1998.)


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Memória fotográfica e pesquisa científica














A importância da leitura e interpretação de imagens fotográficas históricas para a construção da Nova História: retratos de Bauru de 1900 a 1950

Este estudo, cujo tema fora desenvolvido na dissertação de mestrado (A contribuição da fotografia para a história de Bauru: 1900 a 1950), tem como objetivo realizar uma investigação sobre a imagem fotográfica enquanto objeto da Nova História e verificar a sua contribuição como documento e fonte de pesquisa científica para a construção e reconstrução da história urbana de Bauru, na primeira metade do século XX. Para tal fim, utilizou-se de uma coleção eclética de imagens históricas, constituídas em fontes primárias, produzidas por vários profissionais da época, que atualmente compõem o acervo fotográfico do NUPHIS (Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica de Bauru e Região), sediado junto à Universidade do Sagrado Coração, em Bauru.
Essas imagens constituem-se em fragmentos desconectados de uma realidade envolvida por emoções, sensações e sentimentos que, por sua vez, ficaram preservados na memória fotográfica bauruense, perpetuando os acontecimentos, do cenário da crescente urbanização da cidade, marcando um novo processo histórico e social.

Foram utilizadas ainda fontes orais, buscando um estudo intertextual da fotografia enquanto documento histórico.

A reconstrução da história da cidade é feita através da interação das fontes imagéticas, orais e escritas, atendendo aos propósitos da Nova História, baseada nos aspectos culturais, políticos, econômicos e sociais, tendo em vista que através da análise das fotografias do passado podemos criar um panorama documental do hoje, alicerçado em novas interpretações, apoiadas nas ciências da psicologia, sociologia, comunicação, história e na semiologia, a exemplo do trabalho realizado por Boris Kossoy enfocando a cidade de São Paulo no ano de 1900, nas imagens do fotógrafo Guilherme Gaensly.
(Sandra Rubin. Dissertação de mestrado apresentada junto à FAAC-UNESP – Área de concentração em Comunicação Midiática., Bauru, 2003, 247p.)

Meio Ambiente: ação local e global

Meio Ambiente: ação local e global

Hoje muito se discursa sobre a teoria dos “3 Rs” (ReduzirReutilizarReciclar) - A lata de alumínio é um exemplo do dia-a-dia de qualquer um, pois vemos que mal acabamos de tomar o refrigerante e já tem alguém interessado na latinha. Isso porque o Brasil é o número 1 em reciclagem de latinhas, e o valor do alumínio é bem atraente para aqueles que não possuem outra fonte de renda, como também pode-se reaproveitar/reutilizar as latas, a exemplo das embalagem de leite em pó, com tampas, indicadas à confecção das câmeras fotográficas, pois reutilizar é uma forma de evitar que vá para o lixo aquilo que não é lixo. É ser criativo, inovador, usar um produto de várias maneiras.
E, atualmente, um dos maiores problemas da sociedade moderna é a produção exacerbada de lixo, seja ele doméstico, urbano, industrial ou hospitalar (sem falar do lixo atômico e do espacial), devido ao aumento populacional, à corrida desenfreada do consumo de produtos, à ausência de políticas públicas preventivas e a escassez de recursos não renováveis. Felizmente a sociedade vem se organizando para combater este problema através de organizações não governamentais (ONG's), das comunidades, de particulares ou dos governos e políticos compromissados com esta causa, uma vez que o ser humano vêm refletindo sobre a reciclagem e reutilização de produtos, por ver ai duas importantes alternativas para a redução da quantidade de lixo no futuro, criando com isso bons hábitos de preservação do meio ambiente, o que leva a economia de matéria-prima e energia.
Portanto, podemos e devemos contribuir para melhorar ainda mais a situação ambiental de nosso Planeta. Mas, para isso, precisamos nos conscientizar, conhecer, praticar e difundir essa idéia, pois muito do que há em nossos lixos pode e deve ser reaproveitado.
Desta forma, nos vemos obrigamos a despertar em nosso dia-a-dia a constante prática da educação ambiental, isto é, fazer com que, através de gestos e ações mobilizemos as pessoas em prol da preservação do ambiente em que vivem, podendo garantir a qualidade de vida para as presentes e futuras gerações, num âmbito local e global.
(Sandra Rubin)

O ser humano e a arte de registrar a imagem


O ser humano e a arte de registrar a imagem


O ser humano constrói boa parte de suas lembranças através de imagens. Para transmitir estas imagens a outros seres humanos ou mesmo para mantê-las vivas na memória, o homem criou, através da História, diversos meios de representá-las, como técnicas artísticas ou científicas. Dentre as grandes criações do homem, a fotografia pode ser considerada um marco nos sistemas de representação da realidade.
Desde meados do século XIX, quando foi criada, a fotografia é um importante recurso na preservação da memória e de reflexão do homem. São inúmeras as informações hoje conhecidas simplesmente porque alguém um dia se preocupou em registrar um fato, um local, uma cultura. A fotografia também é um importante instrumento de reflexão, pois através das imagens, é possível analisar a realidade detalhadamente, ensinar e propor novos conceitos.
Atualmente há uma infinidade de equipamentos e recursos. É possível fotografar com simples câmeras escuras munidas de material fotossensível e desprovidas de lentes ou espelhos, até com as sofisticadas câmeras digitais, cujo filme fora substituído por sensores.
No entanto, apesar dos avanços tecnológicos nos equipamentos utilizados para fotografar, o conhecimento acerca da técnica e das inúmeras possibilidades acerca da linguagem visual ainda são fundamentais para a criação de uma boa imagem. Os recursos, embora abundantes na maioria das câmeras atuais, são pouco conhecidos. A maioria “subutiliza” os recursos possíveis, mesmo nas câmeras compactas.

(Sandra Rubin e Denise Guimarães)