A partir de 1829, Niepce manteve cuidadosos contatos com Daguerre, o que o levou, desde então, a associar-se a ele, mantendo-se por correspondência em contato com as investigações das pesquisas, havendo uma ruptura em 1833, com seu falecimento.
Nas imagens, o dueto Niepce e Daguerre.


Neste mesmo ritmo descobridor, destacamos o artista francês Louis Jacques Mande Daguerre (1787-1851), inventor do diorama, que era caracterizado por cenas pintadas sobre uma tela semitransparente, que apresentava uma extrema precisão de detalhes e perspectivas. Essas cenas eram iluminadas por luz direta ou refletida produzindo efeitos que criavam uma ilusória sensação de realidade, ou seja, uma ilusão ótica, muito apreciado nos teatros de Paris.

Para a realização desses desenhos sobre tela, Daguerre utilizava a câmera escura.
Após a formação da sociedade com Niepce, Daguerre passou a investigar numa outra linha de trabalho, levando-o a desenvolver experiências com uma nova substância química sensível à luz, o iodeto de prata, ainda em 1831. Nos períodos de 1835 e 1837, descobriu que, em questão de minutos, com o uso do vapor de mercúrio, fazia aparecer a imagem latente, ainda invisível, que havia sido registrada na placa anteriormente sensibilizada. O mercúrio funcionava, portanto, como um revelador.
E, por volta de 1837 e 1838 Daguerre percebeu que o sal comum poderia agir como fixador dessa imagem e foi utilizando este método até conhecer o hipossulfito de sódio, ideal para a fixação destas placas.
Mais tarde, com o aperfeiçoamento das técnicas descobertas, o astrônomo e político francês François Arago, membro da Academia de Ciências de Paris, propôs a compra do daguerreótipo pelo governo da França, tornando conhecida a descoberta de Daguerre, patenteada na Inglaterra em 14 de agosto de 1839.




