quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A Fotografia e a Comunicação na História

Alegoria "A Caverna" - Platão
(por Humberto Z. Petrelli)

O ser humano comunica-se através da fala, da escrita, de gestos e imagens. Na fala e na escrita, por mais diversidade que a palavra apresente, conseguimos compreendê-la quando inserida em um contexto. Já a imagem apresenta vários significados intrínsecos e sua leitura vai depender não só do contexto, mas também da experiência técnica e sócio-cultural de cada um para, de certa forma, tornar-se um objeto de relevante importância para a documentação histórica.
Em todo tipo de espaço há imagens, sejam elas fixas ou móveis, as quais se destinam exclusivamente a comunicar algo, em especial as mensagens, utilizando-se de processos de descrição e representação do mundo real.
Dependendo de seu aspecto cultural, social e ideológico, a imagem pode confundir-se com o que ela representa, permitindo imitar, enganar ou até mesmo educar, podendo levar ao conhecimento.
E, neste aspecto, emerge a fotografia, como um instrumento necessário à contribuição social e cultural, que capta de fato uma quantidade de figuras e movimentos que os olhos não conseguem ver porque não os separam dos fatos antecedentes e dos seguintes e que, segundo Roland Barthes "... é a forma de eternizar um momento da vida que jamais se repetirá", bem como essa imagem permanecerá em nossa memória por um longo tempo.
As imagens possuem valores e significados os quais são revelados no momento da interpretação, logicamente tendenciados de acordo com a experiência sócio-cultural de cada leitor. Por esse fator é que atribuimos à imagem um lugar destacado na ciência da comunicação, pois permite diferentes leituras acerca de um mesmo quadro compositivo.
E, como diz Boris Kossoy, o "historiador da imagem", a fotografia é memória, fonte inesgotável de informação e emoção. Memória visual do mundo físico e natural, da vida individual e social a qual estimula a mente à lembrança, à reconstituição, à imaginação. É uma possibilidade inconteste de descoberta e interpretação da vida histórica, isto é, possibilita uma releitura do passado multiforme. (Sandra Rubin)