segunda-feira, 4 de abril de 2011

HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA II

Por Sandra Rubin*
Entre os pioneiros da fotografia encontramos Thomas Wedgwood (1771-1805), inglês, filho do famoso ceramista da época Josiah Wedgwood. Ele foi o primeiro a realizar experiências com o objetivo de reter os contornos de vários objetos sobre superfícies fotossensíveis. Utilizando-se de material como o papel e o couro, sensibilizados com a substância de nitrato de prata, sobre superfícies compactas, conseguiu copiar por contato, por intermédio da ação da luz do sol, folhas, asas de insetos e desenhos pintados sobre vidro. Mas não encontrou um meio de fixar essas provas ou experiências, as quais só podiam ser observadas através da luz de velas. Logo, fez tentativas também com a câmera escura, mas novamente não conseguiu capturar as imagens através desse processo.
Suas experiências, segundo alguns autores, foram executadas posteriormente com a ajuda do cientista Sir Humphry Davy (1778-1829), físico e químico inglês, que deu início aos trabalhos de descoberta da Eletroquímica.
Joseph Nicéphore Niepce (1765-1833), cientista amador francês (KOSSOY, 1980), realizou inicialmente as pesquisas com processos litográficos e, em 1816, utilizou a câmera escura e papel sensibilizado quimicamente com cloreto de prata, obtendo então as imagens em negativo. A partir dessas experiências buscava descobrir então, um sistema positivo direto.
Após muitas tentativas com várias substâncias químicas como a resina guaiacum e o fósforo, percebeu que o betume da Judéia era a substância sensível à luz ideal para o que pretendia.


Utilizando o betume, Niepce recobria suas placas, que eram inicialmente feitas de pedras e mais tarde de metal como o cobre, zinco, estanho, e também o vidro. A experiência foi feita através de um desenho existente ou uma litogravura, que foi envernizada até tornar-se transparente. Logo, colocou este desenho sobre a placa e o expôs à luz, obtendo, desta maneira, uma cópia por contato. Mas Niepce não se contentava, precisava ainda descobrir como fixar a placa, ou seja, deixá-la com durabilidade mais intensa. Esse resultado foi concretizado quando mergulhou a referida peça numa mistura de óleos de lavanda e terebentina, na qual ambas as substâncias agiam como um solvente, eliminando as partes do betume que não haviam sido atingidas pela luz, ou melhor, as superfícies sombrias. Desta forma, as luzes eram representadas pelo betume endurecido e as sombras pelo material descoberto, já que o betume teria sido retirado.
As tentativas não cessaram em continuar com as descobertas fotográficas e, com sucesso, em 1826 foi realizada a primeira fotografia do mundo. Esta se tratava de uma vista panorâmica feita da janela da residência de Niepce.
Para tal feito, utilizou-se de uma câmera escura fabricada pelo ótico francês Chevalier, sobre uma placa de estanho devidamente preparada conforme o método citado acima. Após oito horas de exposição contínua à luz, que se deu devido a pouca sensibilidade do betume da Judéia, houve o aparecimento da imagem latente ou visível, levando, em média, oito horas de exposição ao sol.